Uma receita de Baião de Dois arretada

Segundo consta o nome “Baião de Dois” deriva de uma dança típica, um ritmo musical que foi muito difundido por Luiz Gonzaga, que ficou conhecido nacionalmente como “O Rei do Baião”. 
A história do prato Baião de Dois remonta aos tempos de grandes dificuldades do povo nordestino com as secas, quando a comida era escassa e nada podia se estragar ou desperdiçar.

Baião de Dois com carne de sol é o mais pedido na Feira de São Cristóvão

Assim, o cearense com sua criatividade, uniu as sobras da cozinha: arroz e feijão com o pouco que tinha de carne seca e queijo coalho e assim surgiu esse saboroso prato da cozinha nordestina. Com o passar do tempo as receitas foram sendo ampliadas e diversificadas, de modo que cada cearense tem a sua própria receita.
O Baião de Dois já é um prato completo que se come sozinho, mas, se quiser pode ser servido com acompanhamento de paçoca de carne seca, farofa comum feita com a gordura de porco e bisteca de porco.
Normalmente o prato é acompanhado por uma carne de sol na brasa e manteiga de garrafa para dar um sabor especial ao prato. Se você não tem tempo de preparar a receita abaixo, vá ao Centro de Tradições Nordestinas ou simplesmente, Feira de São Cristóvão, que você vai encontrar várias barracas ou restaurantes que você vai encontrar o prato mais popular da feira.

UMA RECEITA DE BAIÃO DE DOIS ARRETADA

Nesse prato o baiao-de-dois-é servido com-carne-de-sol-aipim-e-queijo-coalho-frito

Ingredientes:

Arroz
Feijão de corda (pode substituir por mulatinho, carioquinha ou roxinho)
Carne seca (de charque)
Bacon
Toucinho branco
Linguiça calabresa
Costelinha de porco salgada
Queijo Coalho
Alho
Cebola
Cheiro verde
Molho de pimenta (opcional)

Preparação

Lavar o feijão normalmente. Se desejar, colocar de molho de um dia para o outro para facilitar o cozimento. – Cortar separadamente a carne seca, o bacon, toucinho branco, costelinha de porco salgada, em pedacinhos. A calabresa cortar algumas rodelas e o restante em pedacinhos, e dessalgar todos os salgados, separadamente, colocando de molho de um dia para o outro e trocando a água, se possível, duas ou três vezes. – Cortar o queijo de coalho em cubinhos. – Picar o cheiro verde.

Obs.: Fazer torresmos com o toucinho branco e reservar o torresmo e a gordura.

Modo de fazer

Colocar para cozinhar o feijão juntamente com a carne seca e o bacon picados e algumas rodelas de linguiça. Quando o feijão já estiver amolecido (ao dente), faça um refogado com um pouco da gordura reservada, alho, cebola, a costelinha de porco, e a linguiça picada. Experimente o caldo para dosar o sal, corrigir, se necessário. Coloque o refogado dentro do feijão. Coloque também o arroz e deixe cozinhar. Atenção para não secar demais e não queimar. Quando a mistura já tiver cozida, adicionar o torresmo, o queijo de coalho e o cheiro verde picado. Misturar tufo e tampar a panela.

Nota do cearense: Para servir não tem frescura. Todo mudo se serve na panela mesmo. Para ficar mais autêntico coma de colher.

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